OUTUBRO
MÊS MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE O CÂNCER DE MAMA!
PREVINA-SE!




- CONHECENDO A MAMA

Os seios femininos estão constituídos, em sua maior parte, por tecido gorduroso e tecido conectivo. As mamas possuem seções chamadas lobos, onde é produzido o leite materno. Os lobos são formados por uma rede de tubos finos ou dutos que são os encarregados de conduzir o leite até uma área mais escura da pele no meio da mama, a aréola. Ao juntar-se formam dutos maiores que terminam no mamilo, lugar onde o leite se torna disponível para o bebê.

Os seios da mulher raramente têm o mesmo formato, sendo o seu tamanho definido devido à quantidade de gordura presente na mama. O tecido muscular encontra-se debaixo do tecido mamário, separando as mamas das costelas. Junto com o ligamento de Cooper os músculos são os encarregados de suportar todo o peso da mama.

O oxigênio e os nutrientes são levados até as mamas pelo sangue que circula pelo corpo, por meio de uma rede de vasos sanguíneos e capilares. O tecido mamário se estende além da axila. As axilas contêm uma coleção de linfonodos (gânglios linfáticos), que fazem parte do sistema linfático, sistema responsável pelo combate às infecções do organismo.

- SINTOMAS DO CÂNCER DE MAMA

O câncer de mama, em fase inicial, geralmente não causa dor. Porém, à medida que o câncer cresce, ele pode causar algumas alterações. Geralmente o primeiro sinal do câncer de mama é um pequeno nódulo no seio. O nódulo é geralmente indolor e pode crescer lenta ou rapidamente.

Fique atenta e procure o seu médico diante de qualquer um destes sinais apresentados a seguir. Eles podem ou não significar a presença de um câncer, porém, nada substitui a avaliação médica.

Fique de olho e Cuide-se!

* Aparecimento de um nódulo ou de um espessamento da mama ou próximo a ela ou ainda na região da axila.
* Alteração no tamanho ou na forma da mama.
* Alteração no aspecto da mama, auréola ou mamilo.
* Saída de secreção pelo mamilo, sensibilidade mamilar ou inversão do mamilo para dentro da mama.
* Enrugamento ou endurecimento da mama (a pele de mama adquire um aspecto de casca de laranja).
* Sensações diferentes: calor, inchaço, rubor, escamação.

A maior parte dos nódulos não são câncer. Comumente são cistos com fluidos no tecido do seio que aumentam e diminuem com o ciclo menstrual.

Para descobrir se tem ou não um câncer de mama, você deverá fazer o auto exame mensal; exame médico pelo menos uma vez ao ano; exames ginecológicos anuais e uma mamografia antes de chegar aos 40 anos de idade, preferencialmente entre os 35 e 39 anos. Depois dos 40anos deverá fazer a mamografia a cada 1 ou 2 anos, de acordo com o programa recomendado pelo seu médico. A partir dos 50 anos, você deve fazer uma mamografia a cada ano. É muito importante seguir as indicações de seu médico.

- DIANTE DO DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE MAMA

Receber o diagnóstico de um câncer de mama não é nada fácil.

Repentinamente, a mulher se vê enfrentando inúmeras situações novas e inesperadas e também diante de uma série de sentimentos variados. tais como: ansiedade, raiva, tristeza, depressão, isolamento, insegurança ou medo. Saiba que todas essas emoções são freqüentes e podem ou não surgir.

Por onde começar? O que perguntar? Será que eu vou me curar? E agora, o que fazer?

Exames, Cirurgia, pós-operatório, recuperação, Quimioterapia, efeitos colaterais, Radioterapia, Hormonioterapia...

Diante do diagnóstico do câncer de mama, dependendo do caso e da decisão do médico, serão várias as etapas a serem seguidas, podendo ou não incluir todas as citadas anteriormente. Atualmente a oncologia dispõe de recursos avançados de diagnóstico e tem por objetivo maximizar o tratamento da doença assim como de minimizar os efeitos colaterais das diferentes modalidades terapêuticas. Para uma melhor abordagem terapêutica seu médico poderá solicitar outros exames, como por exemplo, o teste com receptores hormonais que prediz se o câncer é ou não sensível à terapia hormonal (que é uma das opções de tratamento).

Algumas mulheres com câncer de mama possuem a proteína ErbB2 em quantidade aumentada e isso pode contribuir para o crescimento e progressão do tumor. Hoje em dia, existem medicamentos específicos para estes casos e por isso, há a necessidade de se fazer um exame chamado imunohistoquímico ou teste FISH.

O tratamento recomendado para o câncer de mama depende do tipo de tumor e também do estágio de desenvolvimento da doença. Para cada tipo de câncer haverá um tratamento especifico que pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal, terapia alvo e terapia imunológica. O melhor tratamento será definido por seu médico através da analise do tipo específico de câncer associado a exames complementares previamente solicitados.

Escute atentamente tudo o que seu médico menciona e pergunte sobre a duração de cada tratamento, como ele é realizado, o que se pode esperar qual o prognóstico e o que vai acontecer com a doença e com você durante e após o tratamento. É muito importante manter-se informada sobre tudo com o que envolve o tratamento e, principalmente, sobre como ter e manter uma boa qualidade de vida durante e após essa etapa.

- OS ESTÁGIOS DO CÂNCER DE MAMA

O tratamento do câncer de mama depende de muitos fatores, dentre eles: a histologia do tumor, a idade da paciente e o fato de estar ou não na menopausa e, mais importante ainda, em que estágio se encontra o tumor. É o estágio do tumor que determinará se o câncer pode ser removido cirurgicamente ou se precisará de outros tipos de tratamento, como quimioterapia, tratamento hormonal ou radioterapia.

Para sabermos se um tumor está avançado ou não, há uma classificação dos tumores, criado pela União Internacional Contra o Câncer (UICC), denominado estadiamento, baseado no fato de que os tumores seguem um curso biológico comum. Esta avaliação tem como base a dimensão do tumor, a avaliação da extensão aos linfonodos e a presença ou não de metástases para outras partes do corpo. Após a avaliação destes fatores, os casos são classificados em estágios que variam de I a IV graus crescentes de gravidade da doença. São eles:

Estágio 0: É o chamado carcinoma in situ que não se infiltrou pelos dutos ou lóbulos, sendo um câncer não invasivo. O estágio zero significa que as células do câncer estão presentes ao longo da estrutura de um lóbulo ou um ducto, mas não se espalharam para o tecido gorduroso vizinho, isto é, as células cancerosas que ainda não invadiram os tecidos circundantes.

Nos estágios I e II, o câncer expandiu-se dos lóbulos ou ductos para o tecido próximo à mama.

Estágio I: O tumor invasivo é pequeno (menos de 2cm de diâmetro) e não se espalhou pelos linfonodos, isto é, o tumor que permaneceu no local no qual se originou sem disseminação para os linfonodos ou locais distantes.

No estágio II, algumas vezes, os linfonodos podem estar envolvidos.

Estágio IIa: Qualquer das condições abaixo:

* O tumor tem menos que 2 centímetros e infiltrou linfonodos axilares.
* O tumor tem entre 2 e 5 centímetros, mas não atinge linfonodos axilares.
* Não há evidência de tumor na mama, mas existe câncer nos linfonodos axilares.

Estágio IIb: Qualquer das condições abaixo:

* O tumor tem de 2 a 5 centímetros e atinge linfonodos axilares.
* O tumor é maior que 5 centímetros, mas não atinge linfonodos axilares.

O estágio III é o câncer de mama localmente avançado, em que o tumor pode ser maior que 5cm de diâmetro e pode ou não ter se espalhado para os linfonodos ou outros tecidos próximos à mama.

Estágio IIIa: Qualquer das condições abaixo:

* O tumor é menor que 5 centímetros e se espalhou pelos linfonodos axilares que estão aderidos uns aos outros ou a outras estruturas vizinhas.
* O tumor é maior que 5 centímetros, atinge linfonodos axilares os quais podem ou não estar aderidos uns aos outros ou a outras estruturas vizinhas.

Estágio IIIb: O tumor infiltra a parede torácica ou causa inchaço ou ulceração da mama ou é diagnosticado como câncer de mama inflamatório. Pode ou não ter se espalhado para os linfonodos axilares, mas não atinge outros órgãos do corpo.

Estágio IIIc: Tumor que qualquer tamanho que não se espalhou para partes distantes, mas que atinge linfonodos acima e abaixo da clavícula ou para linfonodos dentro da mama ou abaixo do braço.

Estágio IV: é o câncer metastático. O tumor de qualquer tamanho espalhou-se para outros locais do corpo como ossos, pulmões, fígado ou cérebro.

- MITOS E VERDADES

Hoje em dia, a maioria das mulheres já sabe que desodorantes antitranspirantes ou soutiens estruturados não causam câncer de mama. No entanto, muitas outras falsas crenças circulam a respeito da doença. Conheça alguns exemplos de mitos e verdade sobre a doença.

O câncer tem cura?
Verdade. Embora a medicina mencione que o tratamento deve ser individualizado e que cada paciente responde de maneira particular às terapias, o câncer é curável, desde que diagnosticado precocemente e acompanhado corretamente.

A radiação emitida pela mamografia causa câncer?

Mito. A exposição a qualquer tipo de radiação irá expô-la a riscos de câncer em geral, porém a quantidade de radiação de uma mamografia é relativamente pequena; a dose é aproximadamente o que você absorveria de forma natural durante três meses. A mamografia continua sendo a melhor ferramenta para detecção do câncer de mama.

O câncer é contagioso?
Mito. Mesmo o câncer causado por vírus não é contagioso, ou seja, não passa de uma pessoa para a outra por contágio, como ocorre com resfriados, por exemplo.

A freqüência sexual interfere na ocorrência de câncer?
Mito. Especialistas afirmam que não há relação alguma entre a freqüência sexual e o surgimento de câncer. Cabe ressaltar que a atividade sexual não ajuda a proteger as mamas contra o câncer. O que pode protegê-las é a gravidez e a amamentação.

O câncer é um castigo?
Mito. O surgimento de qualquer tipo câncer está relacionado a inúmeras causas, dentre elas, maus hábitos alimentares, consumo exagerado de álcool, sedentarismo e, principalmente, o tabagismo.

- EXAMES NECESSÁRIOS

Alguns exames são muito importantes para manter a saúde de suas mamas. São eles:

Auto-exame: o auto-exame das mamas é um exame realizado pela própria mulher. Deve ser feito por todas as mulheres de forma mensal aproximadamente sete dias após a menstruação. Para as mulheres que deixaram de menstruar a recomendação é a de marcar uma data, por exemplo, todo dia primeiro e fazer o auto-exame. O principal objetivo do auto-exame é propiciar o auto conhecimento, ou seja, que as mulheres conheçam bem as suas próprias mamas.

Exame clínico- durante a consulta ginecológica, é obrigação do médico examinar a mama da paciente, verificando possíveis sinais e sintomas da doença. Segundo recomendações do Instituto Nacional do Câncer no Brasil este exame deve ser feito anualmente por um médico ou profissional de saúde treinado (enfermeira). IMPORTANTE! O auto-exame não substitui o exame clínico.

Mamografia- A mamografia é o exame de imagem mais recomendado para o diagnóstico precoce do câncer de mama. É realizado através de um aparelho de raios-X, chamado mamógrafo, desenvolvido especialmente para esse fim. Nele, a mama é comprimida de maneira a fornecer melhores imagens, e, portanto, melhor capacidade de diagnóstico. Existe sim um desconforto (algumas mulheres relatam dor) provocado durante o exame, mas que deve ser tolerado. A mamografia permite a detecção precoce do câncer, por ser capaz de mostrar lesões em fase inicial (até mesmo pequenos tumores com milímetros). Toda mulher, a partir dos 40 anos de idade, deve realizar anualmente a mamografia.

Ultra-sonografia – por meio da utilização de ondas de alta freqüência, a ultra-sonografia pode mostrar se o nódulo mamário é sólido ou se está preenchido com líquido. É um exame que deve ser feito para complementar a mamografia.

Exames de Rastreamento: São três os procedimentos básicos no rastreamento e no diagnóstico do câncer de mama:

Exame citológico (punção aspirativa com agulha fina e citologia da descarga papilar);

Exame histopatológico (biópsia). O tipo de biópsia varia de acordo com a quantidade e a qualidade do tecido a ser estudado. Pode-se fazer uma biópsia por aspiração com uma agulha fina, com uma agulha mais grossa ou uma pequena cirurgia para retirar toda a massa ou nódulo para que possa ser estudado como um todo.

A avaliação microscópica do material (anatomopatológico) é o exame que confirma se é câncer ou não.

- TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA

O tratamento recomendando para o câncer de mama varia de acordo com o tipo de tumor e também do estágio de desenvolvimento da doença. Por isso, para cada tipo de câncer haverá um tratamento específico e apropriado.

Os principais tratamentos:

A cirurgia

A cirurgia é o tratamento mais freqüente para o câncer de mama, pois objetiva a retirada do tumor. Elas podem ser de dois tipos: quadrantectomia (conservadora) ou mastectomia (radical).

Na cirurgia conservadora será retirada apenas uma parte da mama. Já na cirurgia radical, a mama é retirada por completo e, eventualmente, é extraído também o músculo peitoral. As duas modalidades cirúrgicas podem ser ou não acompanhadas pela retirada de gânglios linfáticos das axilas (linfonodos).

É o médico mastologista quem decide qual o tipo de cirurgia mais indicado para o tratamento do tumor e os riscos e benefícios de cada tipo. A decisão é um passo importante e deve incluir a participação da paciente.

A quimioterapia

A quimioterapia é o tratamento que utiliza medicamentos extremamente potentes para combater o tumor. As drogas utilizadas recebem o nome de agentes quimioterápicos, podendo ser administradas por via intravenosa (injeção na veia) ou via oral. O tempo de administração da quimioterapia é variável, sempre seguido de um período de descanso e recuperação de 1 a 4 semanas. O número de ciclos ou sessões dependerá do tipo de câncer do esquema quimioterápico e de como este responderá aos medicamentos administrados.

Por ter ação sistêmica, ou seja, alcança às células cancerígenas em qualquer região do corpo, infelizmente os medicamentos usados não atacam apenas as células cancerosas, podem também atingir as células sadias do corpo, responsáveis pela defesa do nosso organismo o que pode provocar alguns efeitos colaterais.

Dependendo do tipo de câncer e de sua extensão no organismo, o tratamento quimioterápico tem por objetivo a cura, eliminando completamente a doença, ou o controle, quando a doença não pode ser removida por completo, buscando diminuir a quantidade de células neoplásicas no organismo e impedindo que as células tumorais atinjam outros órgãos. A quimioterapia é capaz de prolongar a vida do paciente reduzindo os sintomas da doença.

A Radioterapia

A radioterapia é um tratamento baseado na aplicação de radiação direcionada ao tumor bloqueando o crescimento das células anormais. A quantidade de radiação utilizada depende do tipo e do tamanho do tumor. Tem por objetivo a eliminação do tumor, visando à cura, ou a diminuição dos sintomas da doença. A radioterapia pode ser utilizada de maneira isolada ou combinada à cirurgia e/ou à quimioterapia. A radioterapia pode ser realizada antes do tratamento cirúrgico para reduzir o tamanho do tumor, ou posterior à cirurgia para evitar a recidiva (volta) da doença. Os cuidados necessários durante o tratamento variam de acordo com a área irradiada. A equipe médica e de enfermagem devem orientar o paciente quanto aos cuidados específicos que devem ser adotados nesse período.

A Hormonioterapia

A hormonioterapia é um tipo de tratamento que tem como finalidade impedir que as células malignas continuem a receber o hormônio que estimula o seu crescimento. Este tratamento é utilizado sempre que o tumor expressa positividade para receptores hormonais de estrogênio, independente da idade, do estadiamento da doença e da mulher ser pré ou pós-menopáusica. Como a quimioterapia a terapia hormonal tem ação sistêmica, o que significa que age em todas as partes do organismo. Antes de se iniciar a hormonioterapia, é necessário que toda paciente faça um teste de receptores de estrogênio e progesterona, para que se possa ter uma comprovação da sensibilidade ao medicamento e avaliar a utilidade da terapia em cada caso. Mais da metade das pacientes em que é solicitado o exame a indicação de uso de hormonioterapia é positiva.

- CONVERSE COM SEU MÉDICO

Estudos mostram que pacientes informados sobre o câncer e seus tratamentos, tendem a enfrentar melhor essa fase e até a apresentar menos efeitos colaterais quando comparados àqueles que simplesmente seguem as orientações médicas.

Sabemos que a informação ajuda os pacientes a se sentirem mais seguros e participativos em seus tratamentos.

Pergunte. Isso é seu direito!

Orientações gerais:

Não leve dúvidas para casa. Aproveite o tempo da consulta para esclarecê-las.

· Durante a consulta, se você não estiver entendendo o que o seu médico está lhe dizendo, fale para ele. É muito importante que você não saia da consulta com dúvidas. Elas vão lhe preocupar em casa.

· Tudo é muito novo, e o médico vai, com certeza, utilizar muitos termos que você não tem a menor idéia do que são. Se você falar que não entendeu, ele pode tentar explicar de outra forma (por exemplo, utilizando uma figura ou fazendo um desenho).

· Tenha uma agenda só para o seu tratamento. Serão muitas consultas (muitas vezes com vários profissionais), exames, quimioterapias ou radioterapias. Use esta agenda para anotar as dúvidas que forem surgindo durante o tratamento.

· No dia do retorno, comece esclarecendo as suas dúvidas. Se puder, anote as respostas ou peça para o seu acompanhante anotar.

· Seja paciente. Várias consultas serão necessárias para que vocês (médico e paciente) estabeleçam uma boa relação. Para que você comece a entendê-lo.

· Caso você queira obter mais informações sobre o seu caso, peça para o seu médico lhe sugerir sites ou livros.

· Caso você queira obter uma segunda opinião médica, você também pode avisar o seu médico. É um direito seu.

Sugestões de perguntas para o tratamento do câncer de mama:

· Qual é o tipo do meu câncer de mama? É um tumor localizado ou invasivo?

· Qual é o tamanho do tumor?

· Quantos linfonodos foram encontrados?

· O câncer de mama pode se espalhar para outras partes de meu corpo?

· Qual é o estágio do meu câncer de mama?

· Quais as minhas opções de tratamento para esse câncer de mama?

· Qual é o melhor tratamento para o meu caso? Vou precisar fazer quimioterapia e radioterapia? Como funcionam esses tratamentos?

· Quais os efeitos colaterais deste tratamento para o câncer e qual é o risco deste tratamento?

· Como este tratamento para o câncer de mama me beneficiará?

· Este tratamento pode afetar a minha vida diária? De que forma? Eu serei capaz de trabalhar, de me exercitar e realizar minhas atividades normais?

· O que devo fazer caso o tratamento para o câncer cause desconforto?

· Qual é a previsão de duração do tratamento? Quantos meses, a principio, vai durar o tratamento?

· Devo seguir alguma dieta durante o tratamento?

· Precisarei fazer quais tipos de exames e com que freqüência? Ficarei internada no hospital?

· Posso fazer reconstrução mamária? Em que momento? A quem devo procurar nesse caso? Quais são as técnicas cirúrgicas mais adequadas para a reconstrução mamária? Como vai ficar minha mama, depois da reconstrução?

· Eu posso apresentar linfedema? Se sim, como reduzir esse risco?

· Como será o nosso acompanhamento durante o tratamento para o câncer? De quanto em quanto tempo nos encontraremos?

· Para quem posso ligar quando tiver dúvidas ou problemas?

· Em que situações eu devo ligar?

· Quais são minhas chances de cura?

· Quando terei certeza de que meu câncer não voltará mais?

· O que devo fazer para conseguir me sentir mais seguro e confiante durante o tratamento?

· De quanto em quanto tempo, depois que acabar o tratamento, terei que fazer exames? Que exames serão?

- CÂNCER DE MAMA E SEXUALIDADE

Qualquer tipo de câncer costuma ser muito traumático para as pessoas e acarreta conseqüências físicas e emocionais que precisam ser acompanhadas de perto pelo médico e por profissionais da saúde capacitados para trabalhar o lado mental e emocional do paciente.

Existem dois aspectos relevantes que devem ser conhecidos para tornar possível a compreensão da vida sexual de pacientes que sofrem de qualquer tipo de câncer. O primeiro aspecto está relacionado à reação diante descoberta do câncer, que, algumas vezes exige mutilação do órgão ou da glândula afetada. É comum que a pessoa que recebe o diagnóstico de câncer passar por diferentes períodos emocionais como: negação, depressão, revolta, indignação, dentre outros.

Na fase de depressão e de rebeldia, a atividade sexual vai sofrer maior impacto. O paciente se preocupa mais com a sua saúde, exames, medicamentos, cirurgia, radioterapia, quimioterapia do que com sua vida sexual. O desejo sexual diminui muito ou desaparece.A atividade sexual, para muitas pessoas, fica esquecida quando há muitas preocupações na cabeça. No caso específico de pessoas com câncer, a sexualidade fica quase que naturalmente em segundo plano. Muitos indivíduos passam a se ver sem quase nenhuma auto-estima, com tristeza e com muito medo de não mais corresponder às demandas sexuais do parceiro. Ser considerado como doente, vítima e passível de pena evidentemente afetam a auto-estima. Os relacionamentos acabam se complicando bastante, principalmente quando não há muito diálogo aberto e franco entre o casal.

O paciente se sente sozinho, incompreendido e, muitas vezes, com dificuldade de comentar ou de perguntar algo sobre a sua vida sexual para o médico. Convém lembrar que há medicações antidepressivas podem ser utilizadas e que trazem uma melhora no quadro depressivo e na vida sexual do paciente. Neste caso, é aconselhável que se procure a ajuda de um psiquiatra.

Um segundo aspecto é quando o câncer atingir áreas como a mama que afetam de forma direta o desempenho da atividade sexual. Nesses casos, o médico pode apresentar opções que ajudem a melhorar a auto-estima da mulher. O câncer de mama traz muitas complicações na auto-imagem das mulheres, diminuindo muito o desejo de se expor ao parceiro. A mama é considerada um ponto importante da feminilidade e se o câncer gerou a necessidade de retirada de uma ou de duas mamas, a mulher pode ficar bastante abalada também sexualmente. O implante de silicone tem ajudado muitas mulheres a recuperar a auto-estima.

O câncer afeta a vida de um casal em várias dimensões. Ambos devem procurar formas de adaptação que tragam de volta a intimidade e a cumplicidade. Com a estabilidade do câncer, o desejo sexual reaparece e volta a ser importante. O ideal é que as mulheres sejam bastante sinceras com seu parceiro em relação a seus sentimentos e sensações. O médico poderá indicar técnicas que facilitem a superação das dificuldades sexuais. Além do médico oncologista, é aconselhável buscar um psicólogo ou um terapeuta sexual capacitado para a orientação específica para o seu problema.

- RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA: ESCLAREÇA SUAS DÚVIDAS

A mama é o caráter sexual secundário mais importante na mulher e símbolo de feminilidade. A reconstrução da mama tem por objetivo melhorar a qualidade de vida das mulheres submetidas a um tratamento cirúrgico que tenha deixado seqüelas funcionais, estéticas e/ou psicológicas. A finalidade da reconstrução mamária não é somente restituir a integridade corporal, mas também recompor a imagem psíquica comprometida por problemas de auto-imagem, aceitação social, dificuldades sexuais e na vida a dois.

Do ponto de vista oncológico, é cada vez mais aceita a iniqüidade da reconstrução mamária, incluindo mulheres com metástases, devido ao benefício trazido pela melhora da qualidade de sua existência. Vários estudos sugerem que a reconstrução não acarreta risco adicional de recidiva local ou reaparição da doença.

Em nível estritamente cirúrgico, o objetivo da reconstrução mamária é tornar o “seio” acometido mais parecido em tamanho, forma, consistência, mobilidade e grau de naturalidade com seu par contralateral.

- ENFRENTANDO O TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA: DICAS E ORIENTAÇÕES MULTIDISCIPLINARES VOLTADAS PARA O SEU DIA-A-DIA

O período após o diagnóstico de um câncer exige do paciente e de seus familiares uma série de adaptações e mudanças em suas rotinas. É importante que o paciente saiba que além de todo o cuidado dispensado pelo médico oncologista, que ele também pode contar com o apoio de uma equipe multidisciplinar de profissionais especializados nas mais diversas áreas da saúde.

Nutrição

A nutrição é um aspecto muito importante a ser levado em consideração durante o tratamento câncer de mama. Uma alimentação saudável é fundamental, pois ajudará a paciente a sentir-se melhor, a manter um peso adequado e passar por todas as fases do tratamento. O nutricionista, profissional responsável por essa área, poderá lhe auxiliar durante e/ou após o tratamento, promovendo por meio da alimentação equilibrada, uma melhor qualidade de vida.

Os alimentos desempenham diversas funções no organismo. Dessa forma, eles se agrupam de acordo com as funções que exercem, não existindo nenhum alimento que seja completo e que tenha tudo o que nosso organismo precisa para funcionar bem. Portanto, é necessário introduzir alimentos de funções diferentes nas refeições para que a dieta se torne equilibrada. Alimentar-se bem não significa comer muito, e sim, consumir alimentos que ofereçam os diversos nutrientes de que um organismo precisa para o seu funcionamento.

Veja algumas orientações:

· Faça as refeições em um ambiente e companhia agradável, evite falar dos problemas neste momento.

· Procure mastigar bem os alimentos.

· Não tenha medo de experimentar novos alimentos ou alimentos que não costumava comer, pois o paladar pode se modificar durante o tratamento.

· Tente produzir pratos que sejam visualmente atraentes, com muitas cores, alimentos frescos e dispostos de forma agradável ao olhar. As ervas aromáticas não utilizadas em abuso, disfarçam muito bem, os sabores que, dependendo da medicação, podem causar enjôos e acabar com o paladar;

· Sempre que possível, passe a tarefa de preparar a refeição a outra pessoa. Fazer a própria comida quando se está cansado ou nauseado poderá lhe impedir de comer o alimento depois de pronto. Fale com seus familiares e amigos para ajudarem nas compras e preparação dos alimentos;

· Sirva a sua comida em temperatura ambiente;

· Evite (somente por um período) alimentos que para você apresentam um gosto desagradável;

· Os suplementos nutricionais são importantes alternativas para auxiliar na alimentação do paciente. Eles apresentam diferentes sabores, são em pó ou líquidos e podem ser consumidos diretamente da embalagem com canudinho. Peça orientação da equipe de profissionais que o acompanha;

· Não se esqueça da água e dos líquidos em geral, eles ajudam na eliminação da parte tóxica do medicamento (1,5 a 3 litros por dia)

Psicologia

Diante do diagnóstico de um câncer de mama é muito comum a paciente relatar sinais e sintomas de depressão e também, a presença de sentimentos até então desconhecidos como medo, raiva, ansiedade, tristeza, desespero, solidão... .São inúmeras informações novas, mudanças na rotina e uma série de situações que podem, muitas vezes, ser enfrentadas de uma maneira menos dolorida quando se tem um apoio psicológico adequado.

Dentro da Psicologia, existe o profissional certificado em Psico-Oncologia. Com objetivo de apoiar emocionalmente o paciente e sua família, o psico-oncologista tem como foco principal o suporte durante o enfretamento da doença, intervindo de maneira individualizada em cada caso. O paciente fortalecido emocionalmente lida mais facilmente com a doença e com o tratamento, apresentando, inclusive, uma melhor resposta física.

Fisioterapia

A fisioterapia também tem um papel muito importante durante o seu tratamento, já que tem como principal objetivo promover a recuperação físico-funcional da paciente, além de proporcionar uma melhor qualidade de vida. Por meio de uma terapia personalizada e individualizada, o profissional responsável por essa área da saúde, o fisioterapeuta, desenvolve um trabalho importante na prevenção e no tratamento do linfedema que pode eventualmente aparecer após a retirada de gânglios linfáticos axilares, trazendo desconforto e dor.

Dicas e orientações:

· Respeite seus novos limites

· Se sentir-se disposta, pratique exercício físico leve como caminhadas

· Alongamentos, Yoga, Hidroginástica também são ótimas opções.

· Quando sentir-se cansada, economize energia!

· Peça auxilio de um profissional responsável para lhe ajudar.

Enfermagem

A enfermagem oncológica desempenha um importante papel na equipe multiprofissional de saúde. Por meio de informações adequadas e de fácil compreensão, o enfermeiro lhe orientará sobre efeitos colaterais, sinais e sintomas e outras possíveis dúvidas sobre o seu tratamento e o seu dia-a-dia. A enfermagem oncológica tem como objetivo promover qualidade de vida ao paciente e/ ou seus familiares, auxiliando e até mesmo intervindo, quando necessário, nos problemas relacionados à saúde física e saúde mental.

- CUIDADOS COM O SEU CORPO ANTES E DEPOIS DO TRATAMENTO

Durante o tratamento oncológico, o organismo de cada paciente reage de forma diferente aos medicamentos fortes. É muito importante que você saiba que algumas mudanças físicas poderão acontecer, mas lembre-se: os efeitos colaterais, em sua maioria, são temporários e tenderão a desaparecer aos poucos.

Nesta fase é fundamental que você dedique mais tempo ao seu corpo, ao seu cabelo, a sua pele, enfim, a você! Abaixo descrevemos algumas dicas para lhe auxiliar:

· Use sempre Filtro Solar

· Não compartilhe seus produtos de limpeza de pele e maquiagem com outras pessoas, para diminuir o risco de infecções.

· Dê preferência a instrumentos descartáveis, como algodão, gaze ou esponjas. Já os que não puderam ser descartados devem ser lavados sempre após o uso com água e sabão.

· Se o seu médico lhe garantir que o seu cabelo vai cair, é aconselhável que você os corte bem curtos antes que isso aconteça. Peça auxílio de um familiar ou amigo ou vá até o seu cabeleireiro.

· Quando lavar os cabelos, é indicado que você utilize xampu neutro, para evitar o ressecamento dos fios e do couro cabeludo. Enxugue-os, sempre, com uma toalha macia e sem esfregar.

· Se você sentir-se a vontade, providencie acessórios como lenços, turbantes, bonés, chapéus e perucas.

· Caso esteja sem sobrancelhas, pode-se desenhá-las com um lápis macio, para não machucá-la.

· O batom também pode ser aplicado, de preferência os que contêm hidratante. Peça sempre indicação ao seu médico.

· Peça para o seu médico dermatologista lhe indicar um hidratante facial. E esforce-se para manter a pele do seu corpo bem hidratada também.

· Não use grampos, fivelas ou elásticos e evite produtos químicos, como tinturas, permanentes ou sprays.

· Se você sentir que perdeu ou ganhou peso, converse com o seu médico.

· Em caso de sentir-se inchada, converse com o seu médico. Peça sempre orientação para ele.

- OSTEOPOROSE: UM CUIDADO À MAIS

A Osteoporose causa fragilidade nos ossos e tem como característica a perda excessiva de massa óssea e o aumento do risco de fraturas e lesões nos ossos.

Apesar de ainda não haver cura para a osteoporose, hoje já existem tratamentos disponíveis para manter os ossos fortes. A saúde óssea é extremamente importante durante toda a vida, mas é ainda mais quando envelhecemos. A osteoporose afeta 1 em cada 2 mulheres e 1 em cada 5 homens acima dos 50 anos. Algumas pessoas estão mais expostas ao risco de desenvolver osteoporose do que outros. Alguns fatores que aumentam as chances de desenvolver osteoporose são:

· Idade avançada

· Baixos níveis hormonais – Estrogênio - que é importante para manter a densidade e força dos ossos. Isso, na maioria das vezes, pode ocorrer devido a uma menopausa precoce (por causa do tratamento para o câncer) ou pela remoção dos ovários.

· História familiar;

· Dieta pobre em cálcio;

· Alcoolismo e fumo;

· Falta de atividade física

· Falta de exposição ao sol;

· Deficiência de vitamina D;

· Ingestão excessiva de café preto...

· Baixo peso corporal;

Algumas ações podem prevenir o desenvolvimento da osteoporose:

· Tente consumir, sempre que possível leite e seus derivados, que são as principais fontes de cálcio, com exceção da manteiga;

· Peixes, frutos do mar e vegetais folhosos como espinafre, couve, brócolis, etc são ótimas fontes de cálcio.

· Tente tomar sol pelo menos 10min/dia;

· Atividade física é fundamental

· Evite fumar, tomar bebidas alcoólicas, café e refrigerantes

 

- MENOPAUSA: DICAS E ORIENTAÇÕES PARA O SEU DIA-A-DIA

A menopausa é o momento da vida da mulher em que de forma natural, cessa o funcionamento dos ovários o que significa que deixam de produzir os hormônios estrógeno e progesterona. A característica mais importante da menopausa é a parada dos ciclos menstruais, no entanto a menopausa pode também se apresentar como menstruações irregulares, menstruações mais escassas, em alguns casos hemorragias e alterações na freqüência das mesmas. Não existe uma idade exata para o aparecimento da menopausa, de forma geral ocorre entre os 45 e os 55 anos.

As mulheres que estão em tratamento oncológico, em sua maioria, são submetidas à menopausa artificial, ou seja, intervenção médica que reduz ou interrompe a produção hormonal dos ovários. Estas intervenções incluem a cirurgia, para extrair os ovários ou para reduzir a quantidade de sangue que recebem e a quimioterapia ou a radioterapia sobre a pélvis (incluindo os ovários).

Durante a menopausa, podem apresentar-se alguns sintomas. São eles:

· Ondas de calor: Elas aparecem repentinamente. Começam com uma sensação inesperada de calor ou ardor, espalhando-se da cabeça aos pés. Alteração da libido: a sexualidade é um dos pilares para a construção de uma boa qualidade de vida. Você poderá vivenciar uma série de modificações/alterações no seu corpo durante esse período

· Ansiedade e Irritabilidade

· Falta de energia e Desânimo

· Aumento de peso: Uma nutrição adequada associada a hábitos alimentares saudáveis vão lhe ajudar neste momento e também afetar positivamente asua qualidade de vida

Abaixo descrevemos algumas dicas e sugestões para lhe ajudar durante esta fase:

· Molhe o rosto com água gelada, tome uma ducha de água fria ou ainda uma bebida gelada quando tiver um episódio de onda de calor.

· Evite o estresse, que pode intensificar os efeitos das ondas de calor. Medite, respire profundamente ou faça exercícios de visualização quando elas ocorrerem.

· Evite ou beba quantidades moderadas de álcool.

· Evite alimentos e bebidas como café ou chá, comidas condimentadas e álcool. Eles podem desencadear episódios de onda de calor.

· Mantenha uma dieta rica em alimentos de origem vegetal; Coma muitas frutas e verduras. Use roupas um pouco mais largas, de forma que sua pele consiga “respirar”.

· Coma alimentos pobres em gorduras e sal

· Sempre que possível faça pequenas atividades físicas; exercícios moderados ajudam melhorar a sua a qualidade de vida.

· Converse sobre seus sentimentos, procure um familiar ou amigo e fale com ele. Em caso de necessidade saiba que existe um profissional especifício que pode lhe ajudar: o psico-oncologista.

- PREVENINDO A LINFEDEMA

O linfedema é um tipo de retenção de líquidos causado pelo acúmulo anormal de proteínas e líquidos nos tecidos; costuma ser resultado de uma falha de drenagem no sistema linfático, que se manifesta por inchaço, principalmente nas extremidades dos membros superiores e inferiores.

Quando o linfedema não é tratado rapidamente, torna-se uma doença crônica causando o inchaço da área afetada, aumento de volume, sensação de peso, desconforto, perda parcial de mobilidade e deformações estéticas.

Em casos de câncer de mama tratado cirurgicamente não é infreqüente o aparecimento de linfedema no braço do mesmo lado que foi operada a mama. Por esse motivo, não ignore qualquer pequeno inchaço no braço, mão ou dedos e consulte o seu médico imediatamente. Somente ele poderá diagnosticar ou não o linfedema e recomendar o tratamento ideal para o seu caso.

Após a mastectomia você deverá adotar alguns cuidados que farão parte da sua rotina diária. Principalmente com o braço do mesmo lado da mastectomia:

· Evite fazer movimentos vigorosos e repetidos com o braço que foi submetido à cirurgia

· Evite carregar objetos ou sacolas pesados ou segurar o seu cão pela coleira e nunca carregue bolsas ou malas por cima do ombro do lado afetado.

· Não use roupas, jóias ou tiras elásticas justas no braço da cirurgia.

· Evite qualquer tipo de trauma e cortes.

· Nunca tome injeção ou retire sangue do braço afetado

· Quando fizer as unhas, não retire as cutículas.

· Evite mudanças de temperatura extremas durante o banho e se recomenda evitar saunas e banheiras quentes (ou mantenha o braço afetado do
lado de fora).

· Proteja sempre o braço do sol.

· Exercício é importante, mas sempre consulte o seu médico e fisioterapeuta sobre que tipo de exercício pode realizar.

· Evite a fadiga muscular do braço afetado, em caso de sentir cansaço ou dor, repouse e eleve o braço.

· Ao perceber uma erupção, coceira, vermelhidão, dor, aumento de temperatura ou febre, procure o seu médico imediatamente.

· Hidrate o braço e o local cirúrgico sempre que necessário.

· Mantenha o seu peso ideal através de uma dieta bem balanceada.

· Evite fumar e ingerir álcool.

- CÂNCER DE MAMA EM TODAS AS IDADES

Até pouco tempo, acreditava-se que somente mulheres de idade avançada desenvolviam o câncer de mama, hoje já se sabe que essa já não é mais uma realidade.

O número de casos de câncer de mama em mulheres jovens tem crescido gradativamente por todo o mundo. Ainda não é possível identificar apenas uma causa para o aumento dos casos. No entanto, atualmente, pode-se falar em cura para os casos de câncer de mama detectados de maneira precoce. Alguns cuidados são essenciais:

Conheça a aparência e a forma de suas mamas: É importante que você conheça a aparência e a forma de sua mama para poder notar rapidamente qualquer alteração. Converse com o seu médico imediatamente em caso de perceber alguma alteração.

Aprenda a fazer o auto-exame: O auto-exame deve ser feito mensalmente. Se ainda tem menstruações faça o exame uma semana após acabar o fluxo. Se você não tem mais menstruações marque um dia do mês, por exemplo, dia primeiro, e faça o exame sempre neste dia.

O seu médico pode lhe ensinar como fazer-lo. Pergunte o que você deve observar e buscar. O principal objetivo do auto-exame é propiciar que você conheça a sua mama.

Fazer anualmente o exame clínico das mamas: Seu médico irá examinar suas mamas e axilas com o objetivo de diagnosticar alguma alteração. É importante lembrar que o auto-exame das mamas não substitui o exame clínico das mamas realizado por um médico ou profissional de saúde treinado como uma enfermeira (INCA).

Pergunte ao seu médico quando você deve fazer a mamografia: A mamografia é como uma radiografia da mama e deve ser realizada a partir dos 40 anos de idade.

Conheça a história de sua família e se necessário, conte para o seu médico se alguém já teve câncer de mama: Se há casos de câncer na sua família, é muito provável que você deva fazer a mamografia com menos de 40 anos.

Existem alterações genéticas que aumentam a probabilidade de desenvolver câncer e que são transmitidas de uma geração para a outra. Os tumores considerados hereditários também podem ocorrer sem que haja histórico familiar e, nestes casos, geralmente ocorrem em idade atípica (mulheres com menos de 40 anos).